A primeira vez que Maitê me sussurrou um te amo, não havia língua desenrolando palavras muito menos gestos explicando seus sentimentos. Maitê que tinha os dedos sujos de chocolate e na boca uma fileira de dentes sorridentes me olhou com aquele par de olhos arregalados, que só Deus sabe o porquê de lhe entregar tais jóias, e sorriu.
Sorriu de uma forma que ninguém jamais a viu fazer. Ergueu o par de olhos medrosos até se achegar nos meus. E ali parou por alguns breves segundos, o que foi suficiente para fazer uma análise minuciosa de meu rosto. Então corou.
Hoje não durmo sem antes passar por frente da casa de Maitê, lhe encontrar debruçada na janela e através dos olhos arregalados ver milhares de juras de amor. Maitê sabe do meu querer por ela assim como eu bem sei do seu.
Sorriu de uma forma que ninguém jamais a viu fazer. Ergueu o par de olhos medrosos até se achegar nos meus. E ali parou por alguns breves segundos, o que foi suficiente para fazer uma análise minuciosa de meu rosto. Então corou.
Hoje não durmo sem antes passar por frente da casa de Maitê, lhe encontrar debruçada na janela e através dos olhos arregalados ver milhares de juras de amor. Maitê sabe do meu querer por ela assim como eu bem sei do seu.
G.Schardosim
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