terça-feira, 13 de agosto de 2013

A primeira vez que Maitê me sussurrou um te amo, não havia língua desenrolando palavras muito menos gestos explicando seus sentimentos. Maitê que tinha os dedos sujos de chocolate e na boca uma fileira de dentes sorridentes me olhou com aquele par de olhos arregalados, que só Deus sabe o porquê de lhe entregar tais jóias, e sorriu.
Sorriu de uma forma que ninguém jamais a viu fazer. Ergueu o par de olhos medrosos até se achegar nos meus. E ali parou por alguns breves segundos, o que foi suficiente para fazer uma análise minuciosa de meu rosto. Então corou.
Hoje não durmo sem antes passar por frente da casa de Maitê, lhe encontrar debruçada na janela e através dos olhos arregalados ver milhares de juras de amor. Maitê sabe do meu querer por ela assim como eu bem sei do seu.

G.Schardosim

Nenhum comentário:

Postar um comentário