A fralde vos diz olá, vestindo seus trajes de puritana. Bem sabem todos o que ela esconde por trás de suas sete saias. A mentira que soa tão doce nessa voz melodiosa. Teus olhos são incumbidos de persuadir quem estiver ao seu alcance. Cem homens caem em sua direita, caem ao tropeçar em suas teias. O veneno que exala um cheiro suave, escorre de seus lábios. Estes que me parecem ter um gosto ardente. Em seu olhar nem um pingo de culpa se é apercebido. Talvez em alguns dias esta recaia em seus ombros triplicada.
Moça, beleza felizmente não te falta. Ou infelizmente… para aqueles que sofrem em tuas mãos.
Assombras e assombrada és. O peito se aperta. Aflita está. Grita, grita na esperança que escutem teus berros mudos. Silenciosa está. Porém, dentro de teus pensamentos uma tormenta se forma. E ninguém há para que abra teus lábios e conte tuas reais verdades. E se viesse a fazer isso…
Apedrejada talvez seria.
Há dias a morte te espera. Vez-ou-outra ela lhe faz uma visita. Bate em sua porta e tu a renegas, se escapa pelas portas que se encontram entreabertas.
Não adianta fugir de teus pecados. Se entregue a morte. Morra em tuas vestes completamente sujas.
Morra vestida da culpa…
G.Schardosim
Nenhum comentário:
Postar um comentário