sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Loucura é a de se viver



Me afogo com o pranto que não sai… da minha garganta não é capaz de passar. Há um nó prendendo a saída, talvez para que em pulos, meu coração não venha a fugir do peito. Apesar de que… Fuja, fuja coração! É o melhor que podes fazer. Fuja desse peito podre, que calor algum pode mais te trazer. Fuja enquanto há tempo, e vê se para de sofrer. Em troca traga para mim um coração novo, sem esses tantos de remendos que tens em ti.
Quero voltar a minha casa, quero de volta o meu lar. As lembranças ficam como espinhos cravados em minha mente, perturbando meu sono, corroendo cada nervo meu. Eu quero a vida de volta. Viver assim, já não aguento mais. Um choro a cada noite, um sofrer sozinho, um falar calado. Acho que agora eu vivo apenas da nostalgia. E viver assim, bem algum me traz.
Quero sentir de novo, o ar fresco tocando o rosto. Os passarinhos cantando ao meu redor. O cheiro da grama molhada, e o gosto da fruta tirada do pé. Quero vida, apenas isso… Vida! É pedir demais? 
… Alucinações. Devaneios. A loucura vem ao nosso encontro um dia. Vai invadindo a  consciência. Não lute. Aceite, a loucura que é viver. 
As palavras perdem todo o seu sentido, quando estas se encontram em mim.

G.Schardosim

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