sábado, 25 de agosto de 2012

Eu gosto de quando você adivinha chuva.

E é através das gotas transparentes fugitivas do céu que vem a resposta dos teus agrados. Mas é um adivinhar saboroso aos meus olhos, pois ao cair dos chuviscos o sol rebate nas gotas formando um multicolorido e espalhando-se de norte a sul. É como se eu pudesse pegar uma caixa de lápis-de-cor e fazer o céu de um tom lilás, acompanhado de nuvens da cor de esmeraldas. O céu iria reluzir em júbilo. O regozijo recairia sobre nós.
Adivinhou chuva em tuas frases bem feitas. E teu aroma fez casa para os bem-te-vis que me despertaram esta manhã, para relembrar que já se fazia um dia da tua chegada e que hoje a chuva viria molhar nosso jardim. E em meio as tuas declamações da madrugada, tu me envolvia em teus braços fazendo com que acreditasse poder viver sempre assim. Mas os pecados continuavam ali, jogados no canto da sala, embolorando a parede azul que hoje pintaríamos em tons de roxo.
O tempo te trouxe até mim, a chuva derramou-se sobre nós, o arco-íris se fez presente. Pintamos o céu da cor do nosso amor. Nesse tom extravagante de cores que não me exalam pudor algum. A terra que se estende sob nossos pés tem cheiro de pureza, mas este seu sabor sujo que me enlama as roupas só faz lembrar o pecado de teus beijos.
Eu gosto da garoa que acompanha tua chegada, mas quando faz sol o meu coração se torna menos turbulento.

G.Schardosim

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