07 de setembro de 2009.
Minhas pernas andam tremulas. Porém, mesmo assim, consigo apoiar
alguém em meu braços. Alguém que minha memória agora não consegue
recordar. Um, dois, três passos. Em minha frente agora há uma caixa
grande em um marrom escuro, a cor do fim. Um caixão. Todo feito em
bordas e detalhes delicados. Dentro havia um corpo deitado. Calmo, em
paz. Em sua face residia a expressão mais plena que pude ver.
A calmaria estampada em um rosto morto.
Feliz! Morreu feliz…
O moço me indaga tais palavras… O que é felicidades para você?
Cristo! Parece tão fácil responder tal pergunta, mas ao mesmo tempo é
tão difícil de achar argumentos que comprovem. Recordo o dia tenebroso
que se passou em minha vida. Penso até que felicidade é tudo aquilo que
ocorreu antes desse dia cinzento.
Até que penso, repenso… Recordo o moribundo com a face tão calma, como nunca havia visto em vida. Respondo com a maior certeza.
A alegria está na própria morte. Quando a vida deixa as tristezas por
terra. Morre-se feliz. A morte é o fim da guerra travada com seu
próprio ser. E após uma vida bem vivida, entrega-se a vitória para a tal
felicidade. A alma que tanto sofre nessa terra, já não tende mais a
residir nesse corpo desgastante.
A morte é a libertação da alma. Agora você se encontra em paz…
G.Schardosim
Nenhum comentário:
Postar um comentário